Um triângulo amoroso com dois corpos
A fome e a guerra foram erradicadas da terra. Isso graças a uma raça de alienígenas que domina o planeta. Essa é a premissa do filme A Hospedeira, longa baseado no livro homônimo escrito por Stephenie Meyer, mesma autora de A Saga Crepúsculo.
O filme conta a história de Melanie Stryder (Saoirse Ronan), que após uma tentativa de fuga é capturada pelos alienígenas que ocupam o seu corpo com as chamadas “almas”, parasitas que pregam a paz nos planetas em que passam. Mesmo assim a alma de Melanie continua viva em seu corpo e ela tem que lidar com essa nova intrusa chamada Peregrina e com a família que acredita que está morta.
Em meio a alguns clichês e ideias já usadas em Crepúsculo, A Hospedeira mostra uma perspectiva do universo bastante interessante. Como o próprio conflito principal, por exemplo. Foi preciso ETs virem a terra para solucionar todos os problemas que os humanos não conseguiram. Talvez se a história fosse um pouco mais madura e menos adolescente a bilheteria, que já está bastante expressiva, fosse ainda rentável.
Com o roteiro e a direção de Andrew Niccol (O Senhor das Armas), o filme chegou aos cinemas no dia 29 de março. De lá pra cá o público brasileiro vêm lotando os cinemas. Só no Brasil o filme já foi visto por mais de 470 mil espectadores. Algo bem significativo, levando em conta o marketing que o filme não teve.
Confesso que eu fiz questão de ver. No momento estou lendo o livro e até agora gostando. A narrativa de Meyer é leve e te prende de tal forma que você a capaz de passar horas seguidas imerso em suas páginas. Entre decepções e comemorações, a forma como o livro está adequado ao cinema tem, sim, seus méritos. É claro que não dá pra adaptar 550 páginas num filme de 125 minutos sem passar por cima de muita história.
Mas o filme conta a história de uma forma que toda sua essência esta lá. E mesmo que não leu o livro pode acabar gostando do que vai ver. Na minha opinião, o livro e o filme são muito bem feitos e não é à toa o sucesso de ambos. Stephenie Meyer tráz mais uma vez muito romance para os órfãos da Saga Crepúsculo.
Ari Chastinet é jornalista e crítico de cinema colaborador do Jornal Bahia Online